O pior do Brasil não é o brasileiro, mas talvez seja você que acha que é

O Brasil está dividido. E não é política, não é Caprichoso e Garantido, não é Fla-Flu, nem Grenal. De um lado estão aqueles que abriram mãos dos Pokemóns para caçar cabelo em ovo e criticar absolutamente tudo o que acontece no país. Do outro, estamos aqueles que se irritam profundamente com ranzinzas, pessimistas e seres que repetem como um mantra que o pior do Brasil é o brasileiro. Continuar lendo “O pior do Brasil não é o brasileiro, mas talvez seja você que acha que é”

Legado Olímpico: que valorizemos mais o esforço do que a vitória

Ganhar é bom. É maravilhoso, na verdade. A sensação de não conseguir caber em si de tanta alegria é o que promove as mais bonitas fotografias numa competição tão acirrada quanto nos Jogos Olímpicos. Mas, para que alguém ganhe, é preciso que outros percam. E, mais do que o concreto de uma Vila Olímpica que não sabemos bem como foi paga, espero que este seja o legado impagável maravilhoso desta competição: que o brasileiro aprenda a valorizar mais o esforço do que a vitória. Continuar lendo “Legado Olímpico: que valorizemos mais o esforço do que a vitória”

Quando foi que passamos a torcer contra o Brasil?

“Noventa milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração!”. A música começava a ser ouvida na TV e uma criança feliz como eu, no início da década de 1990, já sorria largo: alguma coisa que envolvia a seleção brasileira ia rolar. Estava garantida a pipoca com melado, o aperto da família no sofá e a bandeira verde e amarela pendurada numa janela qualquer. Uns dias antes ou depois, pulávamos aos gritos de “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”. Continuar lendo “Quando foi que passamos a torcer contra o Brasil?”

Novas histórias para a Prainha

“Olha ali, a Prainha iluminada!”. Eu estava encantada em ver aquela cena. Deveria estar magoada pela demora que levou aquele lugar a ficar fechado por tanto tempo. Deveria estar querendo entender porque, depois do sucesso do Ramiro Ruediger como espaço de lazer, a Prainha não se tornou prioridade máxima. Mas, não. Eu só estava feliz. Continuar lendo “Novas histórias para a Prainha”

Respeite o meu 1kg de força

Tô chegando aos 30 e resolvi sair do sedentarismo de uma vez por todas. Já tentei pilates e hidroginástica. Mas, no fundo, sempre soube que eram atividades mais voltadas para o meu condicionamento emocional do que físico, já que era minha chance de ter a minha mãe só pra mim por uma hora sem me sentir uma criança de novo. Dessa vez, estou encarando sozinha o meu maior pesadelo: o combo marombados + música ruim + exercícios entediantes e doloridos. Continuar lendo “Respeite o meu 1kg de força”