Quando foi que passamos a torcer contra o Brasil?

“Noventa milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração!”. A música começava a ser ouvida na TV e uma criança feliz como eu, no início da década de 1990, já sorria largo: alguma coisa que envolvia a seleção brasileira ia rolar. Estava garantida a pipoca com melado, o aperto da família no sofá e a bandeira verde e amarela pendurada numa janela qualquer. Uns dias antes ou depois, pulávamos aos gritos de “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”. Continuar lendo “Quando foi que passamos a torcer contra o Brasil?”

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Respeite o meu 1kg de força

Tô chegando aos 30 e resolvi sair do sedentarismo de uma vez por todas. Já tentei pilates e hidroginástica. Mas, no fundo, sempre soube que eram atividades mais voltadas para o meu condicionamento emocional do que físico, já que era minha chance de ter a minha mãe só pra mim por uma hora sem me sentir uma criança de novo. Dessa vez, estou encarando sozinha o meu maior pesadelo: o combo marombados + música ruim + exercícios entediantes e doloridos. Continuar lendo “Respeite o meu 1kg de força”

Três mulheres: passado recente, presente e futuro

Luisa, Eliza e Ana Maria têm idades diferentes. São 5 anos, 2 primaveras e 10 dias, respectivamente. Pra qualquer um, são crianças que descobrem o mundo – cada uma na sua fase e ao seu jeito. Em mim elas provocam, entre brincadeiras e choros, um transporte ao passado e uma preocupação imensa com o futuro. Continuar lendo “Três mulheres: passado recente, presente e futuro”

Uma lâmpada queimada às vezes nos cega para o pisca-pisca inteiro

Todo mundo sente que falta alguma coisa. Tem para quem seja o reconhecimento de um trabalho árduo, para quem pareça que o mundo não escuta e para quem só gostaria de se aninhar no silêncio. Tem quem sinta falta do ócio e quem deseje por tudo o que é mais sagrado uma agenda completa. Continuar lendo “Uma lâmpada queimada às vezes nos cega para o pisca-pisca inteiro”

Carta para Ana Maria

Eu queria aproveitar o cansaço (que, ao contrário do que vive a sua mãe, não é físico, mas emocional) pra te dar boas-vindas, Ana Maria. Esse mundo, que você até hoje habitou no quentinho do ventre, às vezes cansa. Mas é bonito demais e hoje, quando me dei conta que agora estás aqui, ficou ainda mais leve. Continuar lendo “Carta para Ana Maria”