30% é um mundo (e não podemos aceitar)

“Tudo depende do ponto de vista” e “sempre dá pra ver o copo meio cheio” são frases que eu repito à exaustão. São tentativas – às vezes frustradas – de não deixar que as notícias ruins acabem com meus dias. Normalmente, quando a notícia é de que é 30% alguma coisa ruim, penso “mas, poxa, tem 70% bom”. Continuar lendo “30% é um mundo (e não podemos aceitar)”

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Ovo mollet e a gourmetização dos sentimentos

É feriado e, depois de acordar tarde, foi tomar café um pouco mais tarde ainda. Não há refeição melhor do que o café da manhã para aproveitar a cabeça vazia (especialmente se você não for como eu, que geralmente sonho com problemas a resolver no dia seguinte) e pensar na vida. Lá na casa dos meus pais, dia feliz era ter “ovo com gema mole para pintar o arroz” no almoço. Aqui em casa, dia feliz é “ovo com a gema mole para pintar o pãozinho” no café da manhã. Continuar lendo “Ovo mollet e a gourmetização dos sentimentos”

O pior do Brasil não é o brasileiro, mas talvez seja você que acha que é

O Brasil está dividido. E não é política, não é Caprichoso e Garantido, não é Fla-Flu, nem Grenal. De um lado estão aqueles que abriram mãos dos Pokemóns para caçar cabelo em ovo e criticar absolutamente tudo o que acontece no país. Do outro, estamos aqueles que se irritam profundamente com ranzinzas, pessimistas e seres que repetem como um mantra que o pior do Brasil é o brasileiro. Continuar lendo “O pior do Brasil não é o brasileiro, mas talvez seja você que acha que é”

Legado Olímpico: que valorizemos mais o esforço do que a vitória

Ganhar é bom. É maravilhoso, na verdade. A sensação de não conseguir caber em si de tanta alegria é o que promove as mais bonitas fotografias numa competição tão acirrada quanto nos Jogos Olímpicos. Mas, para que alguém ganhe, é preciso que outros percam. E, mais do que o concreto de uma Vila Olímpica que não sabemos bem como foi paga, espero que este seja o legado impagável maravilhoso desta competição: que o brasileiro aprenda a valorizar mais o esforço do que a vitória. Continuar lendo “Legado Olímpico: que valorizemos mais o esforço do que a vitória”

Quando foi que passamos a torcer contra o Brasil?

“Noventa milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração!”. A música começava a ser ouvida na TV e uma criança feliz como eu, no início da década de 1990, já sorria largo: alguma coisa que envolvia a seleção brasileira ia rolar. Estava garantida a pipoca com melado, o aperto da família no sofá e a bandeira verde e amarela pendurada numa janela qualquer. Uns dias antes ou depois, pulávamos aos gritos de “Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil”. Continuar lendo “Quando foi que passamos a torcer contra o Brasil?”