O que eu quero de ti (e de nós)

Te quero irreversível. Quando chegas decidido a estar comigo e não há emergência, celular ou internet que te impeça de morder meus lábios ao fim do beijo. Te quero sem nada que precise de energia elétrica.

Com canetinha, quero ligar todos os pontos do teu corpo. Da ponta da orelha até onde mora teu arrepio. Te virar do avesso, te descobrir, encaixar em ti. Te quero borrado de batons e unhas vermelhas. O rubro da paixão é o que vai te marcar na nossa noite.

Quero a cortina aberta para que os vizinhos nos vejam no reflexo da janela. Chove e nossos corpos imperfeitos estão multiplicados em cada gota, que é pra percebermos que no mundo há espaço pra vários de nós dois: apaixonados, cúmplices, insanos.

Que seja como sempre: não haja uma irreversível separação entre a doçura o prazer. O amor e o orgasmo fazem parte do mesmo relacionamento e é por isso que ele é de verdade.

Deixa que a gente viva um dois pra lá, dois pra cá, perfeito. Que não exista passo doble que seja impossível quando o desejo faz de nós elásticos como professores de ioga e ritmados como os casais das ruas de Buenos Aires.

Que depois da nossa noite, tenhas nas mãos o cheiro do meu sexo. Que é pra quando aproximares a mão que segura a xícara de café do nariz, sintas o nosso cheiro de afeto se fundindo com a lembrança da textura do arrepio da minha pele.

Porque o amor e a paixão nunca se separaram. Se encontraram, enfim, na nossa cama.

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