“Blumenau, sim, senhor”

Eu poderia falar do TEDxBlumenau por vários vieses. Poderia começar pelas lágrimas que Filipe Burgonovo arrancou sem pedir licença de toda a plateia, pela dinâmica simples e genial do Marc Kirst ou pela emoção que Martim Dornellas despertou ao nos lembrar com recados simples que a vida pode ser mais leve. Mas, não.

Os speakers foram sensacionais e as suas falas só não foram mais brilhantes do que as suas histórias – estas, talvez, sim, merecessem o protagonismo deste texto. Mas, não. Ainda não. Isto eu deixo para quando os vídeos oficiais saírem e tudo o que ouvi puder ser compartilhado por todo o mundo. Eu quero falar do TEDx Blumenau por dois outros ângulos.

O primeiro é para o clima. Difícil falar sobre algo impalpável, mas, ao mesmo tempo, presente em cada canto daquele teatro. Se, no palco, muito se falou sobre conexões e sorrisos, o que se viu nas escadarias e nas dinâmicas foi exatamente isso. Parecia estarmos num mundo paralelo, com desconhecidos intimamente ligados por um propósito: o de estar ali para absorver.

Conectados, quebrando paradigmas. Um deles, talvez dos mais sérios e recorrentes, era a troca de abraços reais entre pessoas que apenas se falavam num mundo virtual. Conheci e reconheci várias pessoas que já estão há tempos na minha timeline e, agora, sim, posso dizer que estão também na linha do tempo da minha vida.

O segundo viés é pelos bastidores. Que nós nos emocionássemos, sentíssemos o pelo arrepiar e nos transportássemos para a nave TEDx era plenamente compreensível. Conquistamos um passaporte e saímos de casa decididos a viver uma experiência diferente.

Porém, é quase difícil de compreender que uma equipe de mais de 30 pessoas, que trabalhou o ano inteiro por esse objetivo, ainda tivesse energia para tanto. E tinha! E como tinha. Os olhos cheios de emoção e os lábios ostentando um sorriso estiveram em todos os momentos. Todos. Sem exceção.

Qualquer um da equipe que realizou o TEDxBlumenau poderia estar naquele palco. Talvez não por ter vencido dificuldades na vida pessoal, mas, com certeza, por ter mostrado que com organização e vontade, é possível tornar o inimaginável plenamente realizável.

Esse time mostrou, parafraseando um dos speakers, que “somos Blumenau, sim, senhor”, não “Blumenau, vosmicê”. 

Parabéns e muito, muito, muito obrigada.

TEDxBlumenau

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6 comentários em ““Blumenau, sim, senhor”

  1. Não bastasse ter te conhecido em Perequê, alguns anos atrás através da Lilli… tô aqui lendo esse texto, que me emocionou, logo após ter passado os olhos nas palavras do Biel. Me senti lá, como se fosse hoje, como se fosse agora. E sinto que isso é só o começo, parabéns, Marina!
    Agora sim, seguindo seu blog, lendo sobre. Um beijo!

  2. Renata! Quando recebi o alerta de que você estava seguindo o blog, demorei pra ligar o nome a pessoa. Nos conhecemos, sim, num fim de semana leve, de amigos e drinks. Muito feliz com a tua leitura, tá?

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