Assim

É assim quando não se tem certeza que existe esse tal de amor: uma montanha-russa de desejos infundados, frustrações inacabadas e noites mal dormidas. A adrenalina não cessa nunca, mas enfraquece todos os dias, quando se olha para o lado ao acordar e se percebe que está desperdiçando carinhos para edredons estrategicamente amontoados para tentar afastar a solidão. O emaranhado de fios não é a pele de ninguém e não arrepia quando suas mãos deslizam, numa quase súplica por um milagre.
É deixar que coração sinta o que o olho não vê, porque a visão da solidão é muito triste. Ouvir músicas apaixonantes e sentir o peito chorar e às vezes deixar de chorar por cansaço. A pele enruga e se parece que há raiva, quando, na verdade, há só um grande, gigante e insuportável nada. E é, também, ouvir um rock inglês bem alto, e pular pra extravasar a dor em suor e berros.
É sentir como se atravessar a rua fosse a maior das aventuras, porque se um carro desgovernado aparecer, não há uma mão segurando na sua. É como se olhar para o visor do celular fosse o maior dos masoquismos, porque não há nenhuma mensagem com saudades. É como se beijar alguma boca por aí fosse o maior dos sacrifícios, porque sempre se sabe quando a possibilidade do remorso é maior do que a do amor.
É ter medo do sol nascendo porque mais um dia de solidão começa e amar mais do que qualquer coisa o sol nascendo porque pode ser o dia de encontrar uma boa companhia. É se frustrar quando o sol se põe e mais um dia de descrença se vai, e comemorar que é um dia a menos para que o amor apareça. É acordar todos os dias com expectativa e medo. E sentir como se não acordasse nunca pra viver de verdade.
É se deixar vencer pelo carnal, porque solidão sem sexo é ainda mais solidão. É se deixar vencer pela mentira, porque solidão de verdade dói demais. É se deixar vencer pelo conto de fadas, porque os príncipes são antídotos de olhos azuis contra a solidão.
É assim, essa descrença esperançosa no amor. Uma vontade de morrer que embrulha o estômago todos dias, mas que faz com que você levante e vomite palavras sem sentido. Porque o único sentido da vida é o amor. E, afinal, você não sabe se ele existe.

É assim quando não se tem certeza que existe esse tal de amor: uma montanha-russa de desejos infundados, frustrações inacabadas e noites mal dormidas. A adrenalina não cessa nunca, mas enfraquece todos os dias, quando se olha para o lado ao acordar e se percebe que está desperdiçando carinhos para edredons estrategicamente amontoados para tentar afastar a solidão. O emaranhado de fios não é a pele de ninguém e não arrepia quando suas mãos deslizam, numa quase súplica por um milagre.

É deixar que coração sinta o que o olho não vê, porque a visão da solidão é muito triste. Ouvir músicas apaixonantes e sentir o peito chorar e às vezes deixar de chorar por cansaço. A pele enruga e se parece que há raiva, quando, na verdade, há só um grande, gigante e insuportável nada. E é, também, ouvir um rock inglês bem alto, e pular pra extravasar a dor em suor e berros.

É sentir como se atravessar a rua fosse a maior das aventuras, porque se um carro desgovernado aparecer, não há uma mão segurando na sua. É como se olhar para o visor do celular fosse o maior dos masoquismos, porque não há nenhuma mensagem com saudades. É como se beijar alguma boca por aí fosse o maior dos sacrifícios, porque sempre se sabe quando a possibilidade do remorso é maior do que a do amor.

É ter medo do sol nascendo porque mais um dia de solidão começa e amar mais do que qualquer coisa o sol nascendo porque pode ser o dia de encontrar uma boa companhia. É se frustrar quando o sol se põe e mais um dia de descrença se vai, e comemorar que é um dia a menos para que o amor apareça. É acordar todos os dias com expectativa e medo. E sentir como se não acordasse nunca pra viver de verdade.

É se deixar vencer pelo carnal, porque solidão sem sexo é ainda mais solidão. É se deixar vencer pela mentira, porque solidão de verdade dói demais. É se deixar vencer pelo conto de fadas, porque os príncipes são antídotos de olhos azuis contra a solidão.

É assim, essa descrença esperançosa no amor. Uma vontade de morrer que embrulha o estômago todos dias, mas que faz com que você levante e vomite palavras sem sentido. Porque o único sentido da vida é o amor. E, afinal, você não sabe se ele existe.

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8 comentários em “Assim

  1. esses mentiras físicas como a do edredon enganam muito bem até certo ponto só. o que fazer depois que o peito já aprendeu a identificar as mentiras que contamos pra nós mesmo? eu ainda tenho esperança, só tenho medo de perdê-la.

  2. E assim você tem a possibilidade de morrer. Porque não se morre de amor, se morre pela falta dele, não é assim?

  3. Sabe aquele meu texto do blog, esse que está lá agora e não sai por falta de criatividade minha?

    Exatamente tudo o que você disse aí era o que eu estava tentando dizer ou com vontade de dizer naquele texto. Dá até vontade de salvar e guardar e imprimir e ficar pra mim (e acho que vou fazer isso, com os devidos créditos, claro). CA-RA-LHO!

    Não é a toa que eu amo esse blog. Putz. Sempre me acho aqui.

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