Só ele, sempre ele

O silêncio é o meu pior inimigo. É ele quem tem roubado os meus dias, quem tem me deixado insone as noites. O silêncio é quem prende a minha realidade, quem liberta minha imaginação. É ele quem tem deixado lacunas de vida se esvair.

O silêncio é meu maior aliado. É ele quem permite que as maiores verdades sejam ditas. O silêncio é quem me mantém sonhando, quem tem feito dos meus dias uma impensada calmaria. É ele quem me permite viajar em mim, e nos outros.

O silêncio é meu maior pecado. É ele quem afugenta todas as belas palavras, as poesias, as melhores frases jamais ditas. O silêncio é minha maior virtude. E ele quem faz com que eu não seja odiosa, odiada, infeliz.

O silêncio é meu melhor ouvinte. É ele quem me permite figurar entre as subjetividades da vida, quem me impulsiona a desabafar com o tempo. O silêncio é meu maior juiz. É ele quem mostra o crime que é não declarar.

O silêncio é, atualmente e sempre, meu maior companheiro. É ele quem me faz cômoda, confortável, inatingível. O silêncio é quem consegue me fazer pensar que é apenas o começo. É ele quem sussurra no meu ouvido que mesmo que eu grite, é só ele é quem vai entender.

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2 comentários em “Só ele, sempre ele

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